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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ALJUSTREL: A VILA PORTUGUESA QUE VIVE COBERTA DE PÓ

Mäyjo, 30.07.15

Aljustrel_SAPO

No final de 2014, um conjunto de aljustrelenses lançou um abaixo-assinado a alertar a câmara da localidade, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), a Almina – que gere a mina local – e a Assembleia Municipal para a “poeira negra, potencialmente cancerígena, que cai diariamente em cima de uma zona habitada” da região.

Segundo os cidadãos, que há muito procuram alertar para esta situação, a população afectada “respira o pó preto enquanto ouve e sente explosões subterrâneas que fazem o chão tremer”. “O pó é tanto que muitos populares afirmam limpar o negrume dos quintais duas vezes ao dia”, avançava o abaixoassinado.

Segundo uma reportagem da Visão de 2014, Aljustrel sempre viveu paredes meias com o caos ambiental provocado pela exploração mineira. Desativadas, finalmente, em 2008, as antigas Pirites Alentejana reabriram no ano seguinte – com a designação Almina.

A exploração foi reconvertida para a produção de cobre e o pó escuro voltou à vila. “Basta uma volta pelas redondezas para se perceber que, com a retoma da exploração mineira, em 2009, reapareceram muitas das antigas – e também novas – feridas ambientais”, escreveu a Visão.

A partir do momento em que a produção atingiu a velocidade de cruzeiro, a poluição tornou-se tema obrigatório para os 6.000 habitantes da vila, todos dependentes – direta ou indiretamente – da mina.

Emprego ou ambiente?

“O problema insere-se numa dualidade conflituosa em que as notórias chagas ambientais provocadas pela exploração mineira e os benefícios económicos carregados pela mesma se confrontam em polos opostos”, explica o abaixo-assinado.

Segundo o grupo de cidadãos que redigiu o abaixo-assinado, é inegável a mais valia económica da mina para a população. Mas é também impossível “ignorar a rede hidráulica da vila, poluída com metais pesados”. Ou ignorar “as explosões diárias que fazem o chão da vila tremer”, os “solos amarelados” que circundam as zonas explorados ou o estudo do Instituto Nacional de Saúde que colocava o risco de mortalidade por cancro de Aljustrel como o mais elevado do país.

“É também impossível ignorar um artigo do jornal Mapa onde se afirma que Aljustrel é um dos concelhos com maior incidência de cancro pulmonar em Portugal”, continua o abaixoassinado.

Pó de britagem

A poeira aljustrelense terá origem nos processos de britagem (trituração) e de estucagem (queda no parque) do minério em bruto. Não existem dados concretos, porém, sobre que partículas estão a chegar à vila nesta poeira negra. “Essa ausência de informação é só por si alarmante. Mas basta analisar a literatura científica sobre o tema para perceber que as poeiras resultantes destes processos podem conter finas partículas de metais pesados e outras substâncias como sílica, cobre, alumínio, chumbo, mercúrio, enxofre”, avança o abaixoassinado.

O impacto para a saúde destas substâncias inclui irritações nos olhos, doenças respiratórias crónicas ou cancro. “Estamos em plano século XXI e a situação nesta vila alentejana é inadmissível”, escreveu-nos há dias o leitor Humberto Figueira, alertando-nos para a situação.

Nas redes sociais é também possível encontrar referências ao pó aljustrelense – a página do Facebook Não ao Pó da Mina, por exemplo.

SMARTPHONES EM DESUSO PODEM AJUDAR A SALVAR FLORESTAS E ANIMAIS

Mäyjo, 29.07.15

Smartphones em desuso podem ajudar a salvar florestas e animais

Os atuais sistemas de deteção de corte ilegal nas florestas dependem de satélites e podem levar dias ou semanas para reunir todos os dados sobre uma acção criminosa. Mas um novo projecto pretende optmizar o processo de combate à desflorestação e à proteção de animais, ao identificar a ameaça e enviar alertas às autoridades em tempo real.

Trata-se do Rainforest Connection (RFCx), que transforma smartphones velhos em dispositivos de escuta autónomos movidos a energia solar. O projeto-piloto está a ser testado numa reserva na Indonésia.

Os aparelhos passam por uma reconversão para poderem detectar e identificar – a longas distâncias – sinais de actividades de destruição ambiental, como motosserras, e de animais que estão a ser vítimas de caçadores furtivos.

Primeiro, os dispositivos são instalados nas árvores, onde ficam quase invisíveis. Cada dispositivo capta continuamente todo o som ambiente e pode detectar sons suspeitos em até um quilómetro de distância, explica o Planeta Sustentável.

Após capturar o som de uma actividade ilegal, o dispositivo transmite um alerta para o servidor do programa Rainforest Connection, que, por sua vez, envia uma mensagem para as autoridades.

Estes dados, disponíveis em tempo real, permitem que os funcionários de segurança das áreas verdes respondam com rapidez à atividade ilegal. Segundo a descrição do projecto, que procura apoio no site de financiamento colectivo Kickstarter, os dispositivos são programados para funcionar numa cobertura GSM mínima.

Se o projeto conseguir angariar o valor mínimo pretendido no Kickstarter-  $ 100 mil (cerca de € 73 mil) -, será possível construir dispositivos suficientes para proteger até 300 quilómetros quadrados de florestas na África e no Brasil.

O MAIOR LABIRINTO DE BAMBU DO MUNDO

Mäyjo, 29.07.15

labirinto_a

O labirinto interminável de Franco Maria Ricci

 

A natureza a falar - Floresta tropical

Mäyjo, 29.07.15

«Eu sou a Floresta tropical.
Eu vi-os crescer aqui,
Eles foram embora,
Mas voltam sempre.
Sim, eles voltam sempre.
Pelas minhas árvores,
Pela sua madeira,
Pelas minhas plantas,
E seus medicamentos,
Pela minha beleza,
A sua fuga.
Eu sempre aqui estive para eles, 
E fui mais do que generosa
Por vezes, dei-lhes tudo a eles,
Agora, desaparecida, para sempre.
Mas os humanos,
São tão espertos,
Tão espertos,
Com cérebros tão grandes,
E polegares oponíveis.
Eles sabem fabricar coisas,
Coisas espantosas.
E para que precisam eles de uma velha floresta como eu?
Selvas? Árvores?
Bem, todos eles respiram ar,
E eu faço ar.
Será que já pensaram nisso?
Humanos, tão espertos!
Eles descobrirão.
Humanos, a fazer ar.
Será divertido de ver! »



Um vídeo de Conservation International com locução de Kevin Spacey.